quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Como perder peso na gravidez

 Como perder peso durante a gravidez

Faz parte do senso comum o princípio de que a gestação é uma fase na qual a mulher deve levar uma vida saudável. Deixar de fumar, seguir uma alimentação equilibrada e fazer exercícios físicos com moderação são algumas das recomendações enquanto o bebê está na barriga. E para as futuras mamães que estão com sobrepeso ou sofrem de obesidade, é preciso saber como perder peso durante a gravidez.

"Quando a mulher está gorda ou tem medo de engordar, não existe nenhuma restrição em seguir uma dieta baseada nos princípios de reeducação alimentar. Dietas da moda, com restrições de alguns alimentos estão vetadas", diz o ginecologista e obstetra Marino Pravatto Júnior. 

Para perder peso durante a gravidez dietas só com proteínas (Dieta Dukan) e sem carboidratos estão vetadas, pois a criança precisa destes nutrientes para se desenvolver. 

Por que perder peso durante a gravidez

De acordo com o ginecologista e obstetra, desde que sejam seguidas as devidas orientações de profissionais especializados, não há nenhum problema em gestantes com sobrepeso emagrecer durante a gravidez.

Ao contrário, o emagrecimento durante a gestação é um modo de evitar riscos ao feto. “O sobrepeso ou obesidade na gestante podem levá-la a desenvolver a diabetes gestacional, que, consequentemente, pode afetar o desenvolvimento do embrião”, explica o Dr. Pravatto Júnior.

Para o médico, a reeducação alimentar os exercícios físicos são sempre bem-vindos ao longo da gravidez. Além da redução do risco de diabetes, o controle da pressão arterial através da redução de peso na gestante evita a hipertensão arterial, uma das principais causas da pré-eclampsia.

Como perder peso durante a gravidez

Veja  a seguir algumas dicas de como perder peso durante a gravidez;
  • Em primeiro lugar. É fundamental conversar com o médico. Peça uma indicação de nutricionista, para fazer uma dieta personalizada;
  • Programas de reeducação alimentar. Como o do Vigilantes do Peso também são celebrados pelos médicos como eficazes, por tratar-se de regime baseado somente em equilíbrio dos pratos e sem nenhuma restrição alimentar;
  • Hidroginástica. Não é por acaso que as piscinas onde se pratica esta modalidade estão cheia de gestantes. Os médicos costumam indicar por tratar-se de um exercício aeróbico – que desenvolve o sistema cardíaco – e proporciona queima calórica sem impactos maiores ou risco de lesões, sem contar que a barriga de grávida fica protegida dentro d’água;
  • Respeite a fome. Muito se fala sobre o desejo de grávida, aquela vontade de comer alimentos nem sempre na hora certa. A dica é comer de três em três horas e ter sempre uma fruta ou alimentos integrais à mão, como castanhas, pedaços de queijo magros e legumes como cenoura ou aipo.

Dificuldades de emagrecer grávida

Para mulheres que não estão grávidas, encontrar a dieta ideal para o emagrecimento já não é lá uma tarefa muito fácil. Pensa-se logo em restrições e corte de alimentos dos quais se gosta. Durante a gravidez isso pode ser agravado e manter um regime pode ser ainda mais difícil. 

“Umas mulheres grávidas sentem-se ótimas, outras dizem estarem sentindo-se péssimas. É natural devido ao turbilhão de mudanças hormonais que ocorrem no período de gravidez”, tranquiliza o Dr. Pravatto Júnior. 

A ajuda terapêutica ou de grupos de apoio também pode fazer uma grande diferença para manter o equilíbrio e não fazer da comida a rota de fuga das angústias normais que acometem a mulher no período da gestação.

Copyright foto: iStock
Fonte: https://www.arevistadamulher.com.br/faq/25401-veja-dicas-de-como-perder-peso-durante-a-gravidez

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Diverticulite, o que é?

 DIVERTICULITE, O QUE É?

Dores abdominais, inchaço e gases. Se você tem algum destes você pode estar com diverticulite. No entanto, diferente do que as pessoas pensam a diverticulite é uma inflamação que tem tratamento e, calma, ela não evolui para câncer.   

O que é ? 

Diverticulite é uma inflamação na parede interna do intestino. Ela é caracterizada, principalmente, pela formação de bolsas e quistos pequenos e salientes, os divertículos que, ao inflamarem, causam a doença.

Como os divertículos se formam?

Não se sabe exatamente porque os divertículos se formam. Uma das teorias é que dietas pobres em fibras contribuem para que eles se desenvolvam. Com pouca fibra na dieta, as fezes ficam muito duras, o que causa a constipação intestinal. Com isso, é necessário um esforço maior para evacuar, o que provoca uma pressão no cólon e nos intestinos, formando esses quistos. O acúmulo de restos de fezes nesses locais é o que provoca a inflamação.

Além de uma dieta pobre em fibras, são considerados fatores de risco para a diverticulite idade superior a 40 anos, sedentarismo, obesidade e tabagismo.

Quais são os sintomas?

Quando há inflamação, os sintomas mais comuns são dores abdominais. Pode ocorrer também sensibilidade, principalmente na parte inferior esquerda do abdômen, inchaço ou gases, febre e calafrios, náusea e vômitos, falta de apetite e alimentação insuficiente.

Pessoas que têm divertículos, mas não possuem inflamação não costumam ter sintomas. Nesses casos, os quistos podem ser identificados em exames de rotina, como a colonoscopia.

E como detectar o problema?

Conforme dito acima, a colonoscopia pode identificar a doença, porém, não é considerada o exame ideal para o diagnóstico. A tomografia computadorizada é a mais indicada porque permite uma visualização melhor de eventuais lesões relacionadas à doença.

Alguns exames de sangue, de imagem (como ultrassom e raio-x) e ressonância magnética também são caminhos para identificar o problema.

Tratamento

Varia de acordo com a gravidade de cada paciente. Em casos mais simples, mudanças no estilo de vida, principalmente na dieta, com maior ingestão de fibras e líquidos, podem solucionar o problema. Em momentos de crises, os sintomas podem ser aliviados com bolsas de água quente, analgésicos e alimentação líquida.

Nos casos mais graves, quando há evolução para problemas como peritonite e infecção, pode ser necessário o uso de antibióticos e, às vezes, tratamento cirúrgico.

Cirurgia

São duas as possibilidades de cirurgia: ressecção primária do intestino com reconstrução imediata ou ressecção intestinal e realização de uma colostomia (acesso externo para liberação das fezes em localização anterior à lesão) temporária, que será revertida após aproximadamente 12 semanas.

Os procedimentos podem ser realizados por via convencional (com corte), por vídeo laparoscopia ou, com uma técnica mais moderna, por cirurgia robótica de forma minimamente invasiva com nítidos ganhos relacionados à dor e às complicações, segundo os especialistas.

Como prevenir a doença?

Não existe comprovação científica para prevenir a diverticulite. Como a doença pode estar vinculada à uma dieta pobre em fibras, porém, a mudança na alimentação pode ajudar a combatê-la.

Aumentar o consumo de fibras com frutas, legumes, verduras e grãos (como mamão, laranja, damasco, alface, rúcula entre outros) e beber bastante água (2 litros por dia, ao menos) diminuem os riscos. Não fumar e praticar exercícios físicos também ajudam a prevenir a doença.

Fonte: https://www.h9j.com.br/suasaude/paginas/diverticulite-causas-sintomas-e-tratamentos.aspx


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Arritmia cardíaca

 ARRITMIA CARDÍACA

O que é?

Seu coração é composto por quatro câmaras duas câmaras superiores (átrios) e duas câmaras inferiores (ventrículos). O ritmo do seu coração é normalmente controlado por um pacemaker natural (o nódulo sinusal) localizado no átrio direito. O nó sinusal produz impulsos elétricos que normalmente começam cada batimento cardíaco.

Do nó sinusal, os impulsos elétricos atravessam os átrios, fazendo com que os músculos dos átrios se contraiam e bombeie sangue para os ventrículos. Os impulsos elétricos chegam então a um conjunto de células chamado nó atrioventricular – geralmente o único caminho para que os sinais viajem das aurículas para os ventrículos.

Causas de arritmia cardíaca:

Muitas coisas podem levar ou causar uma arritmia, incluindo:

 

Sintomas:

arritmia cardíaca podem não causar sinais ou sintomas. Na verdade, seu médico pode achar que você tem uma arritmia antes de fazer, durante um exame de rotina. Os sinais e sintomas visíveis não significam necessariamente que você tenha um problema sério, no entanto. Os sintomas de arritmia notáveis ​​podem incluir:

  • Um tremor no seu peito;
  • Um batimento cardíaco acelerado (taquicardia);
  • Um batimento cardíaco lento (bradicardia);
  • Dor no peito;
  • Falta de ar;
  • Tonturas;
  • Sudorese;
  • Desmaio (síncope) ou quase desmaie.
  • Tratamentos para arritmia cardíaca:

    Se você tem uma arritmia cardíaca, o tratamento pode ou não ser necessário. Geralmente, é necessário apenas se a arritmia está causando sintomas significativos ou se está colocando você em risco de uma arritmia mais grave ou complicação de arritmia.

    Manobras Vagais: Você pode parar uma arritmia que começa acima da metade inferior do seu coração (taquicardia supraventricular) usando manobras particulares que incluem segurar sua respiração e esforço, dunking seu rosto em água gelada ou tosse.

    Medicamentos: Para muitos tipos de taquicardia, você pode receber medicação prescrita para controlar sua freqüência cardíaca ou restaurar a arritmia cardíaca normal. É muito importante tomar qualquer medicação anti-arrítmica exatamente como indicado pelo seu médico para minimizar as complicações.

    Cardioversão: Se você tem um certo tipo de arritmia cardíaca, como a fibrilação atrial, seu médico pode usar cardioversão, que pode ser conduzida como procedimento ou usando medicamentos.

    Ablação por Catéter: Este procedimento, seu médico encabeça um ou mais cateteres através de seus vasos sanguíneos para o seu coração. Os eletrodos nas pontas do cateter podem usar calor, energia extrema ou energia de radiofrequência para danificar (ablar) uma pequena mancha de tecido cardíaco e criar um bloco elétrico ao longo da via que está causando a sua arritmia.

  • Fonte: https://www.naturalcura.com.br/arritmia-cardiaca/

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Desnutrição


Desnutrição – o que é, causas, sintomas e tratamentos!
desnutrição é a ingestão ou absorção inadequada de nutrientes necessários para satisfazer as necessidades energéticas e de crescimento do organismo.
Geralmente, a doença afeta indivíduos com dificuldades econômicas ou habitantes de países pouco desenvolvidos, como a Africa, provocando, especialmente, desnutrição infantil.
desnutrição pode levar ao surgimento de doenças, como anemia, na falta de ferro,
hipotireoidismo, na deficiência de iodo ou xeroftalmia, na redução de vitamina A, por exemplo.

O que é desnutrição?

Desnutrição é um estado patológico causado pela falta de ingestão ou absorção de nutrientes.
Dependendo da gravidade, a desnutrição pode ser dividida em primeiro, segundo e terceiro grau.
Existem casos muito graves, cujas consequências podem chegar a ser irreversíveis,
mesmo que a pessoa continue com vida.
Entretanto, a doença pode ser leve e traduzir-se, sem qualquer registro de sintomas, numa dieta inadequada.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a desnutrição contribui com mais de um terço das mortes de crianças no mundo, apesar de raramente ser listada como a principal causa.
Nos anos 70, cerca de 30% das crianças entre 5 e 9 anos estavam com déficit de altura no Brasil, um forte
indicador da doença de longa data na infância.

Causas da desnutrição:

O leite materno é o único alimento de que uma criança precisa em seus primeiros seis meses de vida.
Depois disso, consumir somente leite materno não é mais suficiente.
A partir desse período, as dietas devem oferecer a combinação correta de proteínas de alta qualidade,
gorduras, carboidratos essenciais, vitaminas e minerais.
Na região do Sahel, no Chifre da África e em algumas regiões do sul da Ásia, alimentos altamente nutritivos
como leite, carnes e peixe são escassos. 
Para uma criança com menos de dois anos de idade, a dieta tem um impacto profundo no desenvolvimento
físico e mental.
Crianças desnutridas com menos de cinco anos de idade têm o sistema imunológico gravemente fragilizado
e são menos resistentes às desnutrições comuns da infância. 
É por isso que um simples resfriado ou uma crise de diarreia podem matar uma criança desnutrida.
Dos 8 milhões de crianças que morrem antes dos 5 anos de idade, 1/3 delas perde a vida em decorrência da doença.

Sintomas da desnutrição:

É compreensível que o sinal mais comum de desnutrição seja:
1.    perda de peso;
2.    falta de força;
3.    falta de energia;
4.    incapacidade de realizar tarefas rotineiras;
5.    anemia com frequência;
6.    falta de ar.
Em crianças, sinais da doença podem incluir a incapacidade de concentração, o aumento da irritabilidade e o crescimento atrofiado. Em casos de Desnutrição aguda grave, podem ocorrer inchaços do estômago, da
face e das pernas, além de mudança na pigmentação da pele.

Fatores de risco:

Crianças provenientes de famílias de baixa renda apresentam um risco maior relacionado a deficiências alimentares. Além disso, condições sanitárias precárias contribuem para o aparecimento de infecções, parasitoses e da desnutrição.
Fatores culturais também influenciam muito o consumo de alimentos. Isso porque algumas culturas ou religiões podem proibir o consumo de determinados alimentos, ou a dieta contém poucas calorias.

Tratamentos:

O tratamento para desnutrição é feito com o aumento gradual da quantidade de calorias ingeridas, evitando alterações intestinais, como diarreia. Assim, são feitas entre 6 a 12 refeições por dia com pouca quantidade de alimentos. Com o avanço do tratamento, o número de refeições é diminuído, enquanto as quantidades
de comida a cada refeição são aumentadas, conforme a adaptação do paciente.
Porém, quando o indivíduo não consegue ingerir alimentos sólidos podem ser utilizadas dietas ou suplementes líquidos para garantir os nutrientes necessários. Nos casos mais graves, pode ser necessário internamento hospitalar para que o paciente seja alimentado com nutrientes diretamente na veia ou através de sonda gástrica.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Hipertensão: o que é,causas e como identificar pressão alta


O que é Hipertensão?

hipertensão arterial sistêmica (HAS) ou pressão alta é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial (PA). Considerando-se valores de pressão arterial maiores ou iguais a 140 / 90mmHg. (1, 2 e 3)

Dados da hipertensão no Brasil

A última pesquisa que mensurou os dados da hipertensão em todo Brasil foi a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2013. Nela foi detectada que 21,4% da população acima de 18 anos. Entre as mulheres, há um número maior com hipertensão (24,2%), enquanto entre os homens apenas 18,3% têm esse diagnóstico. (6)
Além disso, esse diagnóstico aumenta com a idade:
·         Entre 30 e 59 anos - 17,8%
·         Entre 60 e 64 anos - 44,4%
·         Entre 65 e 74 anos - 52,7%
·         De 75 em diante - 55%

O que é pressão sistólica e diastólica?

Quando o seu coração bate, ele contrai e bombeia sangue pelas artérias para o resto do seu corpo. Esta força cria uma pressão sobre as artérias. Isso é chamado de pressão arterial sistólica.
Há também a pressão arterial diastólica, que indica a pressão nas artérias quando o coração está em repouso, entre uma batida e outra. (1, 2 e 3)

Classificação

Os valores de pressão arterial em indivíduos acima de 18 anos classificam-se em (1, 2 e 3) :
·         Ótima: Pressão sistólica <120 _tmplitem="20" e Pressão diastólica <80
·         Normal: Pressão sistólica <130 e Pressão diastólica: <85
·         Limítrofe:130-139 e Pressão diastólica: 85-89
·         Hipertensão estágio 1: Pressão sistólica: 140-159 e Pressão diastólica: 90-99
·         Hipertensão estágio 2: Pressão sistólica: 160-179 e Pressão diastólica: 100-109
·         Hipertensão estágio 3: Pressão sistólica: = 180 e Pressão diastólica = 110
·         Hipertensão sistólica isolada: Pressão sistólica: = 140 e Pressão diastólica: < 90.

Pressão alta na gravidez

A hipertensão pode aparecer durante a gravidez ou já ser uma característica da mãe desde antes. Em ambos os casos, pode trazer diversos riscos à gestante, pois a pressão alta altera o fluxo sanguíneo da placenta para o feto causando inúmeros transtornos que podem culminar com sérias complicações como a diminuição do aporte de oxigênio para o feto.
Já no caso da mãe, o quadro pode desenvolver-se para a eclâmpsia, quando ocorrem convulsões na hora do parto. Por isso é muito importante que a grávida acompanhe sempre essa taxa com seu médico.
Ela também pode e deve tomar cuidados, como restringir o sal e controlar o peso. Para as mulheres que já tomavam medicamentos para controlar a pressão, podem ter que fazer troca de medicamento para não prejudicar a criança, mas tudo isso será avaliado pelo médico .

Tipos

A hipertensão pode ser dividida em três estágios, definidos pelos níveis de pressão arterial. Esses números, somados a condições relacionadas que o paciente venha a ter, como diabetes ou histórico de AVC, determinam se o risco de morte cardiovascular do paciente é leve, moderado, alto ou muito alto. Além disso, quanto mais alta a pressão arterial, maior a chance de o paciente precisar usar medicamentos (1, 2 e 3)
·         Estágio I: hipertensão acima de 130 por 90 e abaixo de 160 por 100
·         Estágio II: hipertensão acima de 160 por 100 e abaixo de 180 por 110
·         Estágio III: hipertensão acima de 180 por 110.

Causas

A hipertensão normalmente é causada quando há uma resistência e endurecimento maior dos vasos sanguíneos para a passagem do sangue, o que necessita uma força maior do coração para o bombeamento do sangue.
Isso pode ser um processo natural do corpo, mas é aumentado com alguns dos fatores de risco listados abaixo:

Fatores de risco

A hipertensão é herdada dos pais em 90% dos casos. Em uma minoria, a hipertensão pode ser causada por uma doença relacionada, como distúrbios da tireoide ou em glândulas endocrinológicas, como a suprarrenal. Entretanto, há vários outros fatores que influenciam os níveis de pressão arterial, entre eles (1, 2 e 3):
·         Consumo de bebidas alcoólicas
·         Obesidade
·         Idade
·         Consumo excessivo de sal
·         Gênero e etnia (maior em homens, e em indivíduos de cor não branca)
·         Idade
·         Sedentarismo
Fatores de risco cardiovasculares adicionais aos pacientes com Hipertensão:
·         Tabagismo
·         Alteração dos níveis de colesterol toral e frações e triglicérides
·         Diabetes melito
·         História familiar prematura de doença cardiovascular: homens<55 anos e mulheres <65 anos.

Sintomas de Hipertensão

Na sua maioria os pacientes hipertensos são assintomáticos, podendo ocorrer (1, 2 e 3):
·         Dores no peito
·         Dor de cabeça
·         Tonturas
·         Zumbido no ouvido
·         Visão turva.

Buscando ajuda médica

Infelizmente, como a hipertensão só apresenta sintomas quando está mais avançada, as pessoas só suspeitam do quadro quando já apresentam alterações no organismo.
Para fazer diagnóstico precoce precisamos que em todo o atendimento de saúde, seja público ou privado, as pessoas tenham sua pressão arterial verificada.
Você também pode medir a sua pressão arterial em casa com uso de aparelhos apropriados.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar hipertensão são:
·         Clínico geral
·         Cardiologista
·         Cirurgião vascular.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
·         Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
·         Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
·         Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
·         Você tem histórico familiar de colesterol alto, pressão alta ou doença do coração?
·         Como é sua dieta? E seus hábitos alimentares?
·         Você consome álcool regularmente?
·         Você fuma?
·         Quando foi a última vez que você mediu sua pressão arterial? Qual era a medida nessa vez?
Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para gordura no fígado, algumas perguntas básicas incluem:
·         Eu preciso usar algum tipo de medicação?
·         Que alimentos eu devo comer e quais preciso evitar?
·         Qual é uma quantidade apropriada de atividade física para meu caso?
·         De quanto em quanto tempo devo vir ao consultório medir minha pressão?
·         Posso monitorar minha pressão em casa?
·         Eu tenho outras condições de saúde, como posso manejá-las melhor juntas?
·         Tem alguma restrição que eu preciso seguir?
Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Hipertensão

O diagnóstico de hipertensão é feito pela medida da pressão. A forma mais comum é a medida casual, feita no consultório com aparelhos manuais ou automáticos. A hipertensão também pode ser diagnosticada por aparelhos que fazem aproximadamente 100 medidas de pressão durante 24 horas.

Hipertensão do jaleco branco

Este é um evento que ocorre quando a medida da pressão é feita por um profissional de saúde que cause algum grau de ansiedade no paciente (geralmente um médico), então a pressão se eleva de forma desproporcional ao valor diário. O problema disso é que o médico, vendo a pressão alta, aumenta a medicação. E esse paciente em casa sofre com efeito de overdose dos remédios que não são necessários no dia a dia.
A forma de diferenciar a hipertensão do avental branco da hipertensão arterial verdadeira é utilizar um método de medida da pressão arterial fora do consultório, que pode ser a MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) ou a MRPA (Monitorização Residencial da Pressão Arterial).

Exames

O principal exame para identificar a hipertensão é a medida da pressão arterial feita em consultório.
Fora isso, outros exames podem ser feitos, como já explicado acima, tais quais:
·         MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial), nele você fica com um aparelho que mede sua pressão por 24 horas, uma técnica usada para diferenciar hipertensão do jaleco branco da pressão alta comum
·         MRPA (Monitorização Residencial da Pressão Arterial), ou seja, a medida com o aparelho que você tem em casa.
Além disso, outros exames podem ser pedidos, principalmente se o paciente chegar ao médico com sintomas, para entender se a hipertensão já prejudicou algum órgão, como o coração.

Como medir a pressão em casa corretamente

Para que a MRPA seja eficiente, requer o seguinte passo a passo (4):
·         Esteja em repouso por pelo menos dois minutos (idealmente cinco minutos)
·         Fique na posição sentada
·         Esteja de bexiga vazia (para evitar que a distensão de bexiga cause desconforto e eleve a pressão)
·         Prefira momentos em que você ou a pessoa que está medindo a pressão esteja sem dor ou ansiedade extrema
·         Posicione o braço na altura do coração, apoiado em alguma superfície
·         Coloque o aparelho medidor nem muito apertado e nem muito solto, permitindo a entrada de um dedo
·         Evite falar durante a medição
·         Meça duas vezes, com 5 minutos de intervalo, para ter certeza da medida.

Medidores de pressão alta em aplicativos funcionam?

Hoje cada vez mais aplicativos prometem medir sua pressão com a colocação do dedo na câmera do celular ou identificador de digital. No entanto, a maioria dos médicos ainda é um pouco reticente com esse tipo de tecnologia, aguardando mais estudos que confirmem sua eficácia (4, 5).

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Hipertensão

A hipertensão não tem cura, mas tem tratamento para ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente, que depende das comorbidades e medidas da pressão. É importante ressaltar que o tratamento para hipertensão inicia-se a mudança do estilo de vida (MEV) associado ou não a medicamentos
·         Manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares
·         Não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos
·         Praticar atividade física regular
·         Aproveitar momentos de lazer
·         Abandonar o fumo
·         Moderar o consumo de álcool
·         Evitar alimentos gordurosos
·         Controlar o diabetes e outras comorbidades.

Exercícios para combate da pressão alta

Existem diversos exercícios que ajudam quem tem hipertensão:
·         Caminhadas, que ajudam a colocar o coração em um ritmo mais equilibrado
·         Exercícios com pesos, como a musculação, que aumentam os capilares sanguíneos
·         Técnicas relaxantes como ioga e tai chi chuan, que reduzem o estresse e acabam atuando na hipertensão.

8 formas simples de controlar a hipertensão

·         Invista em caminhadas
·         Reduza, mas não elimine, o sal
·         Diminua o acúmulo de gordura na cintura
·         Beba moderadamente
·         Evite fumar
·         Controle melhor o estresse
·         Aposte na vitamina D
·         Faça sexo seguro regularmente.

Prevenção

Pessoas em idade adulta meçam a pressão pelo menos uma vez por ano como forma de acompanhamento (a medidas que vamos envelhecendo a pressão vai aumentando). Além disso, outros hábitos de vida saudáveis podem ser adotados para prevenir a hipertensão (1, 2 e 3):
·         Evite ficar parado: caminhe mais, suba escadas em vez de usar o elevador
·         Diminua ou abandone o consumo de bebidas alcoólicas
·         Tente levar os problemas do dia a dia de maneira mais tranquila
·         Mantenha o peso saudável: procure um profissional de saúde e peça orientação quanto à sua alimentação
·         Tenha uma alimentação saudável
·         Diminua o sal da comida.